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Especialista explica como a logística no Brasil ajudou no crescimento dos marketplaces em 2023

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O marketplace é um modelo de negócio que traz recursos muito úteis para as empresas e marcas que vendem na internet, que auxiliam no aumento de vendas. De acordo com a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm) – que analisou no período entre 2010 e 2022 -, o setor de marketplaces no Brasil registrou um total de 135,6 bilhões nas vendas, o que significa um crescimento de 3% em relação a 2021. O share de faturamento dessas plataformas tem aumentado, chegando a 80% em 2022. Segundo Alex Moro, especialista em marketplaces e CEO da escola Efeito Empreendedor, o principal fator que impulsionou o crescimento dos marketplaces em 2023, foi a pandemia em 2020.

“Esse aumento se deu com a entrada de muitos usuários vendendo na plataforma, muitas lojinhas de bairro, pequenos vendedores e até mesmo vendedores de porta em porta , que foram para o canal on-line. Houve uma percepção que é muito mais simples vender dessa forma, online, e todo esse público, com a urgência que tinha de criar renda correu para a expertise do marketplace”, comenta Alex Moro.

Para corroborar com esse crescimento, está o crescimento dos e-commerces colaborativos, que tiveram uma grande expansão na pandemia e, desde então, vem crescendo consideravelmente a cada ano. Isso é demonstrado na pesquisa “Cenário da Adoção do Marketplace Online”, realizada em 2021 pela Mirakl – uma plataforma SaaS de marketplace corporativo -, que indicou que 86% dos brasileiros reconhecem esse espaço como a forma mais conveniente de consumir atualmente. Entre os setores que mais demonstraram crescimento, Alex Moro explica que todos os setores, comparados com eles mesmos, crescem ano após ano.

“Como eu digo, não existe ex-internauta. Uma pessoa que tem uma experiência dentro de um Mercado Livre, por exemplo, percebe rápido a segurança e acaba sempre comprando mais. Mas os setores que mais vendem são beleza e cuidados pessoais”, argumenta.  O especialista ainda completa: “hoje em dia, é muito mais simples comprar, por exemplo, maquiagem e produtos wellness pela internet. Até mesmo o processo de devolução torna isso mais fácil. Outra categoria que cresceu é a de decoração, com pessoas ficando mais tempo dentro de casa, elas quiseram deixar as residências mais bonitas e confortáveis”.

Tecnologia, publicidade e logística impulsionam os marketplaces:

Segundo Alex Moro, algumas tendências tecnológicas ajudam a impulsionar esse mercado.  Entre elas, a logística, cada vez mais automatizada e aperfeiçoada nos marketplaces, que têm uma solução chamada fulfillment. “Essa solução já é uma modelagem da Amazon, nos Estados Unidos. Então essa é a maior tendência tecnológica, porque está em cima da logística do frete, visando o principalmente o comportamento, ou seja, a decisão do comprador. Ele olha para o frete, velocidade e preço, para fazer a decisão final de compra”, comenta Moro.

Com a queda das Americanas – um dos principais players e concorrente mais forte do mercado -, algumas decisões tiveram de ser feitas em relação às estratégias de marketing nas empresas, segundo Alex Moro. “O Mercado Livre, por exemplo, vem avançando muito forte na televisão, por mais que a internet seja o principal meio. A televisão é o que mais atinge a população. Então com certeza focar na expansão de anúncios televisivos foi a principal estratégia”, argumenta o especialista.

Entre os desafios enfrentados pelos marketplaces, Moro cita que há um embate entre os gigantes, como Magazine Luiza, Americanas e Mercado Livre, pois os americanos estão brigando pela logística brasileira. “Quem ganha somos nós vendedores e os compradores. Então o desafio enfrentado por eles é descobrir qual a melhor malha logística hoje. O Mercado Livre investe em aviões. A Amazon testa drones nos Estados Unidos. Mas o que é viável no Brasil, e o que, não é? Os americanos não conseguem comparar o comportamento e nem o apoio político no setor logístico estando fora do Brasil. Tem que entender e jogar o jogo do Brasil”, finaliza Alex Moro.

Sobre Alex Moro:

Alex Moro é um dos pioneiros na especialização de vendas por meio de marketplace no Brasil.  À frente da 1ª escola on-line voltada para vendas nesse segmento, o santista já educou mais de 17 mil alunos diretos e mais de 500 mil pessoas por todo o país e hoje é considerado um dos especialistas mais renomados nesse mercado. Além de empreendedor na área, Moro também é Influencer Oficial do Mercado Livre e Consultor Certificado Platinum, embaixador Oficial Amazon e parceiro da Magazine Luiza, principais canais de vendas do mercado de e-commerce do Brasil.

Destaque

Criação de lojas online e sites é com a Mox Mídia.

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Hoje em dia, podemos afirmar que é fundamental ter um site profissional para vender online seus produtos e serviços, além de contextualizar o público sobre a sua empresa. Além disso, para grande parte dos negócios, o segmento online representa uma quantidade significativa das vendas, tanto orgânicas quanto via campanhas.

Na Mox Mídia, toda a nossa inteligência tecnológica é voltada a desenvolver produtos ou sistemas para suprir a necessidade dos nossos clientes. Criar um website ou um sistema de gestão requer muito mais do que uma ideia ou uma equipe de programadores. Requer um time que analise os seus processos, entenda suas necessidades e construa uma solução definitiva para o seu problema.

Um website precisa ter um conteúdo único, explicativo, vendedor e bem escrito. Mas não podemos esquecer de manter a estrutura perfeito para buscadores. Este é o segundo fator mais importante para o sucesso da sua empresa no Google.

Nossa preocupação é construir uma base sólida para humanos e para a máquina, seguindo uma semântica ideal para indexar o seu site e trazer bons resultados orgânicos.

Um grande aumento nas vendas online. Uma empresa que destaca-se  em  criação de lojas online e sites á a Mox Mídia do Brasil.

 

CONTATO:

Site:https://moxmidia.com.br/

E-mail: moxmidia@moxmidia.com.br

Telefone/ Whatsapp: (41) 9 9735-5599

 

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Internacional

O estado de sítio é um dispositivo burocrático definido pela nossa Constituição.

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O estado de sítio é um dispositivo burocrático definido pela nossa Constituição para ser exercido em momentos em que a ordem do Estado Democrático de Direito está gravemente ameaçada. Essa medida de exceção deve ser autorizada pelo Congresso Nacional e já foi utilizada em diversos momentos de nossa história republicana.
Acesse também: Desobediência civil – conceito, surgimento e exemplo

Entendendo o estado de sítio
O estado de sítio é um dispositivo burocrático que faz parte de ações utilizadas pelos governos modernos em situações entendidas como emergenciais. É utilizado pelo governo em situações nas quais a ordem do Estado Democrático de Direito está ameaçada.

Em nosso país, o estado de sítio é uma medida de exceção do governo, e por causa disso possui prazo de atuação limitado, exceto no caso de guerra. Como medida de exceção, o estado de sítio permite que o Executivo sobressaia-se aos outros poderes (Legislativo e Judiciário). Assim, o equilíbrio entre os três poderes é afetado, pois, por ser uma medida tomada em situações de emergência, as decisões tomadas pelo Executivo devem ter ação imediata para garantir a solução do problema.

Em que situações é decretado o estado de sítio?
O funcionamento do estado de sítio no Brasil é definido pela Constituição Federal promulgada em 1988. O texto constitucional trata sobre essa questão do artigo 137 ao artigo 141. Basicamente, a Constituição brasileira define que o estado de sítio poder ser decretado em três situações:

Comoção grave de repercussão nacional;
Fracasso das medidas tomadas no estado de defesa;

Declaração de guerra ou resposta à agressão armada estrangeira.
O decreto do estado de sítio só acontece se o presidente seguir o seguinte roteiro: primeiro, ele deve consultar o Conselho da República e o Conselho da Defesa. Uma vez feita a consulta (o papel dos dois conselhos é apenas opinativo), o presidente deve encaminhar pedido de estado de sítio para o Congresso Nacional.

O estado de sítio só pode ser implantado no Brasil caso seja aprovado no Congresso Nacional.
O estado de sítio só pode ser implantado no Brasil caso seja aprovado no Congresso Nacional.
O Congresso Nacional deve reunir-se em até cinco dias para votar a aprovação desse pedido. Para ser aprovado, a solicitação de estado de sítio deve ter maioria absoluta (50% +1) entre os parlamentares. Caso seja rejeitada, naturalmente, a medida não entra em vigor.

 

O estado de sítio é um dispositivo burocrático definido pela nossa Constituição.

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Ciência

Quando a anistia restrita é aplicada.

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A anistia é um instrumento jurídico que permite ao Estado perdoar determinados crimes, extinguindo a punibilidade ou impedindo que o autor seja responsabilizado. Geralmente, esse tipo de medida é utilizado em contextos políticos — períodos de transição democrática, tensões sociais, conflitos internos ou momentos de grande polarização.

Para especialistas, a anistia cumpre uma função importante para reconstrução institucional, mas também pode gerar debate por seus limites e consequências.

 

 Anistia Ampla: um perdão sem fronteiras legais

A anistia ampla é aquela que atua de forma abrangente, “cobrindo” a maioria — ou até a totalidade — dos envolvidos em um período de conflito político ou social. Ela não diferencia autorias, motivações ou tratamentos.

Características da anistia ampla

  • Abrange quase todos os crimes cometidos em um contexto específico.
  • Beneficia tanto opositores políticos quanto agentes estatais.
  • Pode incluir crimes graves, dependendo da lei aprovada.
  • Normalmente é pensada como parte de um processo rápido de pacificação.

No Brasil, o exemplo mais conhecido é o da Lei de Anistia de 1979, promulgada durante o regime militar. Apesar de ter sido celebrada por permitir o retorno de exilados e libertar presos políticos, a lei também beneficiou agentes da repressão, gerando críticas que permanecem até hoje.

Especialistas em direitos humanos afirmam que a amplitude da medida acabou dificultando investigações sobre violações graves, como tortura e desaparecimentos forçados.

📣 O que dizem os especialistas?

Segundo juristas, a anistia ampla costuma “apagar” o passado de forma mais brusca, o que pode ajudar na restauração institucional, mas também impedir processos de reconciliação baseados no esclarecimento da verdade.

 

Anistia Restrita: limites e critérios mais rigorosos

A anistia restrita é diferente. Trata-se de uma forma de perdão mais controlada, aplicável a grupos específicos ou a certos tipos de delitos.

Características da anistia restrita

  • Só perdoa crimes selecionados pela lei.
  • Normalmente exclui crimes graves, como:
    • tortura
    • homicídio qualificado
    • estupro
    • terrorismo
  • Pode exigir critérios como reparação, colaboração com a Justiça ou confissão.

Esse modelo busca equilibrar o desejo de pacificação com a necessidade de responsabilização, evitando que pessoas envolvidas em crimes graves fiquem impunes.

🧭 Quando a anistia restrita é aplicada?

Em processos de transição democrática de diversos países — como Chile, Argentina e África do Sul — modalidades de anistia restrita foram utilizadas junto a comissões de verdade, permitindo que o país avançasse sem abrir mão da memória histórica.

 

 A disputa entre o “esquecer” e o “lembrar”

A discussão entre anistia ampla e restrita não é apenas jurídica — ela representa um choque entre dois caminhos políticos:

Caminho 1: pacificação rápida

  • O foco é “virar a página”.
  • Evita conflitos e tensões institucionais.
  • Tende à anistia ampla.

Caminho 2: justiça e responsabilização

  • O foco é esclarecer o passado.
  • Exige investigação e reconhecimento de erros.
  • Tende à anistia restrita.

No Brasil, as disputas sobre qual modelo é mais adequado costumam refletir o clima político de cada época. Em momentos de polarização, o debate volta com força.

 

 

Maria Helena Duarte, professora de Direito Constitucional:
“Toda anistia é um ato político. A diferença está no grau de responsabilidade que a sociedade está disposta a assumir sobre seu próprio passado.”

Rafael Motta, pesquisador de Direitos Humanos:
“A anistia ampla pode impedir que a sociedade compreenda a dimensão das violações cometidas. Já a restrita permite avançar com mais equilíbrio, sem apagar a necessidade de justiça.”

 

Linha do tempo resumida das anistias no Brasil
  • 1979: Lei da Anistia — ampla, geral e irrestrita; marco do processo de abertura política.
  • Anos 1990–2000: Debates sobre a revisão da lei, especialmente em casos de violações graves.
  • Anos recentes: O tema ressurge em discussões políticas contemporâneas, reacendendo debates sobre responsabilidade e limites do perdão estatal.

 

 Conclusão

Compreender a diferença entre anistia ampla e restrita é essencial para entender como o Brasil — e qualquer sociedade — lida com períodos de conflito e transição. Enquanto a anistia ampla busca pacificação imediata, a restrita tenta equilibrar perdão e justiça, preservando a memória coletiva.

O debate permanece vivo, e sua evolução depende tanto do ambiente político quanto da capacidade do país de refletir sobre seu passado sem medo de encarar as próprias contradições.

 

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