Cultura
Festival Minitrama chega à sua segunda edição, de 1º a 3 de agosto, no Centro Cultural Justiça Federal
O evento contará com a apresentação de quatro novos musicais de até 20 minutos e a realização de oficinas de corpo, voz e dramaturgia
O musical autoral está relacionado à própria formação cultural do povo brasileiro, em que diversos saberes, crenças, costumes e tradições se unem na construção de histórias. Mas quais são os caminhos iniciais que os artistas devem tomar para a criação de um musical brasileiro? Com a realização de mostras e oficinas, o festival Minitrama chega à sua segunda edição de 1º a 3 de agosto no Centro Cultural Justiça Federal, com o objetivo de ser um ponto de encontro para quem escreve musicais no Rio de Janeiro e para o público admirador do gênero. Um “laboratório”, no qual novos espetáculos podem compartilhar seus primeiros passos com o público, democratizando o acesso aos bastidores do teatro musical.

O festival foi criado no ano passado pelos dramaturgos e amigos Gabriela Alkmin, Luiz Buarque e Marcelo Albuquerque. Diante do desafio do alto custo dos musicais, resolveram investir em “minimusicais”, em que os criadores apresentam versões de até 20 minutos dos espetáculos que estão desenvolvendo. Este exercício de concisão também permite que os participantes possam focar suas pesquisas no material escrito. “Reduzir o tamanho das apresentações equilibra o orçamento e ainda assim nos possibilita apresentar uma experiência com “início/meio/fim” aos espectadores”, explica Marcelo Albuquerque. “Já o público, tem a rara oportunidade de vivenciar a criação de um musical e colaborar com seus autores através de oficinas e rodas de conversa”, acrescenta Gabriela Alkmin.

A anfitriã da festa é a atriz Stella Maria Rodrigues, que já participou de musicais como “Company”, “Cole Porter, ele nunca disse que me amava”, “Romeu e Julieta, ao som de Marisa Monte”, “Cazuza, pro Dia Nascer Feliz”, entre outros. E ela quem vai abrir a noite para as apresentações dos “minimusicais” “A Pandêmica Comédia” (01/08 e 03/08), “Casa dos Artistas Fodidos” (01/08 e 02/08), “Sem Sinal” (01/08 e 02/08) e “Antes que tudo acabe” (02/08 e 03/08). No último dia, haverá uma roda de conversa após as apresentações.

“Na época em que comecei a fazer musical, nós não tínhamos esse preparo de hoje, de estudar canto, dança, interpretação. Era meio no susto. Por isso, é muito bom ver essa evolução, e os jovens atores de hoje já com esse preparo. O teatro musical entrou no Brasil e está tendo a nossa cara, né? No festival Minitrama, vemos a qualidade dos nossos autores, diretores, atores, de toda essa engrenagem do teatro”, celebra a atriz Stella Maria Rodrigues. “Os musicais da Broadway são incríveis, mas ver o teatro musical autoral ganhando força aqui, sem se guiar por fórmulas americanas, é gratificante. No evento, temos a possibilidade de conhecer e ver quanta criatividade, quanto talento existe aqui”, completa a atriz.

Além dos espetáculos, serão oferecidas quatro oficinas: Técnica Vocal para Teatro Musical (02/08 – 14:30), com Chiara Santoro; A culpa é do texto (ou “quem escreveu isso aqui?”) (02/08 – 16:30), com Luiz Buarque; O Corpo do Personagem – O Corpo em Cena (03/08 – 14:30), com Daniel Chagas; e Laboratório da canção (03/08 – 16:30), com Marcelo Albuquerque e Gabriela Alkmin.
“Abrir um espaço para criadores é fomentar artistas do Rio de Janeiro na busca investigativa pela linguagem do teatro musical com um cara nossa, focando no aquecimento desse mercado, valorizando a cultura e preparando esses profissionais para o mercado”, reforça Luiz Buarque.
Programação:
MOSTRA
A Pandêmica Comédia (01/08 e 03/08)
Inspirado na obra clássica “A Divina Comédia”, de Dante Alighieri, que conta a história de sua viagem ao submundo com intenção de chegar ao paraíso. Um texto dividido em 9 esquetes-monólogos em que cada uma simboliza um círculo do inferno, usando a pandemia como plano de fundo. No festival, será apresentada a esquete musical “Heresia”, onde acompanharemos a episcopisa Eritone e seu festival de apostasia.
Autor e Compositor: Matheus Brito
Casa dos Artistas Fodidos (01/08 e 02/08)
Ser artista de teatro musical é para os corajosos! É preciso aprender a cantar, dançar e atuar ao mesmo tempo. Mas o que ninguém te ensina por trás do glamour do showbiz é: Como ser artista e não ser fodido? Ou melhor, porque trabalhar com teatro em um país onde a preocupação básica do artista é pagar a conta no fim do mês? Essa é a pergunta que Caique, Felipe, Julieta, Marina e Viviane vão buscar responder enquanto tentam passar na audição mais importante do ano.
Escritor, Letrista e Compositor: Ramon Costa
Letrista e Compositora: Malu Cordioli
Sem Sinal (01/08 e 02/08)
Três adolescentes enfrentam o inesperado colapso da internet e são forçados a redescobrir o mundo offline. Sem redes sociais, eles se veem desafiados a explorar novas formas de se conectar e se relacionar. Nesse processo, eles descobrem a profundidade das interações pessoais, a importância das conversas cara a cara e a beleza das experiências compartilhadas sem a mediação das telas.
Texto e letras: Daniel de Mello
Músicas: Gabriela Alkmin
Antes que tudo acabe (02/08 e 03/08)
O que fazer quando percebemos que a vida tomou um rumo totalmente diferente do que havíamos imaginado? No réveillon do “bug do milênio”, o popstar Edu Reis faz um show histórico nas areias de Copacabana. Vinte anos depois, o cantor tenta voltar aos palcos e acaba “cancelado”. A queda de Edu abala as estruturas da geração cujas expectativas ele transformou em música e faz com que um grupo de amigos precise salvar o ídolo para poder salvar a própria história.
Texto: Luiz Buarque e Rogério Fanju
Música e letra: Rebecca Noguchi
Roda de Conversa: encerra a noite de mostras do dia 03/08
OFICINAS
Técnica Vocal para Teatro Musical (02/08 – 14:30)
Chiara Santoro
A oficina pretende estimular o aluno a mergulhar no processo de estudo do repertório, através de ferramentas expressivas, técnicas e musicais.
Conteúdo: Aulas práticas de experimentação através de vocalises, jogos musicais e estudo dos solos de teatro musical. Não há pré-requisitos para participação. Idade mínima 16 anos.
A culpa é do texto (ou “quem escreveu isso aqui?”) (02/08 – 16:30)
Luiz Buarque
A parte “falada” de um musical desconcerta autores, atores e público há gerações: qual a relação entre texto e números? Como estruturar um formato dramatúrgico tão específico? Por onde começar a exercer essa fascinante (e meio ingrata) ocupação? É sobre isso que a gente vai conversar nessa oficina.
O Corpo do Personagem – O Corpo em Cena (03/08 – 14:30)
Daniel Chagas
A oficina tem como objetivo estimular a composição de personas através de estímulos físicos como respiração (biorritmo), musculatura (densidade) e estrutura óssea (porte e estrutura física), dando à atriz ou ao ator domínio sobre as escolhas. Na sequência trabalharemos como estas personas podem transitar de uma para outra, ou para um corpo neutro, sem perder qualidade e precisão.
Laboratório da canção (03/08 – 16:30)
Marcelo Albuquerque e Gabriela Alkmin
Um estudo em cima de canções teatrais a partir de uma compreensão da sua função dentro da obra. Vamos esmiuçar a organização das ideias que se movem através de letras e das possibilidades sonoras que uma música pode ter na construção da dramaturgia de um musical como um todo.
Ficha técnica:
Direção: Marcelo Albuquerque
Assistência de Direção: Luiz Buarque
Anfitriã: Stella Maria Rodrigues
Direção de Produção: Cleto Araújo
Produção Executiva da Mostra: Gabriela Alkmin
Produção Executiva das Oficinas: Luiz Buarque
Iluminação: Anna Padilha
Idealização: Gabriela Alkmin, Luiz Buarque e Marcelo Albuquerque
Coprodução: Acorde Produções Artísticas
Fotos: RL Fotografia e Gugga Almeïdà
Assessoria de Imprensa: Rachel Almeida (Racca Comunicação)
–
Serviço:
Data: 01, 02 e 03 de agosto
Centro Cultural Justiça Federal: Av. Rio Branco, 241 – Centro, Rio de Janeiro – RJ
Dias e horários: quinta a sábado, às 14h30 e 16h30 (oficinas) e 19h (mostras)
Ingressos: Mostra – R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia-entrada). Oficina – R$ 30.
Lotação: 125 lugares (teatro) e 30 vagas (oficinas)
Duração: 1h30 (as mostras e cada oficina).
Classificação etária: 14 anos
Venda de ingressos: pelo site Sympla (www.sympla.com.br/produtor/acordeproducoes)
Instagram: @festivalminitrama
Ciência
Proteção ocular no verão: sete cuidados essenciais para evitar irritações e manter a visão saudável.
Brasília entra no verão marcada por uma brusca mudança climática. Depois de enfrentar meses de baixa umidade — que em setembro costuma atingir níveis abaixo de 20%, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) — a capital passa, entre outubro e janeiro, para o período de chuvas intensas.
A umidade sobe rapidamente, chegam tempestades, o vento aumenta e as temperaturas permanecem elevadas, criando um ambiente que impacta diretamente a saúde dos olhos.
Com mais atividades ao ar livre, aumento da radiação UV e contato frequente com piscina, chuva, poeira e ar-condicionado, as irritações oculares tendem a crescer. Segundo o Ministério da Saúde, as conjuntivites — especialmente as de origem viral — costumam registrar maior circulação nessa época do ano, favorecidas pela combinação de calor, umidade e ambientes coletivos.
Diante desse cenário, o oftalmologista Marcelo Taveira explica sete cuidados fundamentais para atravessar a estação com mais segurança ocular.
- Priorizar óculos de sol com proteção UV real
Em Brasília, onde a incidência de radiação solar é alta durante todo o ano — com índices UV frequentemente classificados como “muito altos” ou “extremos”, segundo o Inmet — a proteção adequada é indispensável. Lentes escuras sem filtro UV dilatam a pupila e deixam entrar ainda mais radiação. A recomendação é adquirir óculos com garantia comprovada de proteção UVA e UVB.
- Evitar abrir os olhos dentro da piscina
Nas semanas mais quentes, piscinas públicas e de condomínios ficam lotadas. O cloro, usado em maior volume para dar conta da demanda, irrita a superfície ocular. Vermelhidão, ardência e conjuntivite química são comuns. Óculos de natação bem ajustados ajudam a prevenir queimaduras e inflamações.
- Cuidado redobrado no mar — e também na chuva forte
Brasília não tem mar, mas muitos brasilienses viajam para o litoral nesta época. Lá, o sal resseca os olhos e o vento carrega grãos de areia capazes de arranhar a córnea. Já na capital, as chuvas intensas arrastam poeira e poluentes, que podem entrar nos olhos e causar irritação. Após exposição, lavar o rosto com água limpa ajuda a minimizar danos.
- Manter as mãos limpas e evitar esfregar os olhos
O calor aumenta a transpiração e o contato das mãos com o rosto. Isso facilita a transmissão de vírus e bactérias — especialmente em ambientes compartilhados como shoppings, piscinas e academias. Esfregar os olhos pode machucar a córnea e piorar quadros alérgicos.
- Usar colírios lubrificantes quando houver ressecamento
Mesmo após o fim da seca, o ar-condicionado continua sendo um vilão comum no verão brasiliense, principalmente em escritórios e carros. Ele reduz a umidade do ar e acelera a evaporação da lágrima. Colírios lubrificantes devolvem o conforto. Já os vasoconstritores, que “tiram o vermelho”, devem ser evitados por mascararem o problema.
- Não compartilhar objetos pessoais
No verão, as conjuntivites virais tendem a se espalhar mais, devido ao contato próximo em festas, viagens e áreas de lazer. Toalhas, fronhas, óculos, maquiagens e máscaras de dormir devem ser de uso individual para evitar contaminação.
- Ficar atento aos sinais de alerta
Vermelhidão intensa, dor, secreção amarelada, sensibilidade à luz e visão borrada exigem avaliação imediata. “Muitos problemas comuns do verão têm solução simples; o que não pode acontecer é ignorar os sintomas”, reforça o oftalmologista Marcelo Taveira.
No período em que Brasília transita do clima seco extremo para chuvas volumosas, a atenção redobrada com os olhos torna-se essencial. Cuidados simples protegem contra lesões, desconfortos e infecções — permitindo aproveitar o verão, na capital ou no litoral, com mais saúde e segurança visual.
https://www.instagram.com/marcelotaveira.oftalmo/
Ciência
“Carreira com Valuation”: Livro propõe novo olhar estratégico para a vida profissional.
“Carreira com Valuation”: livro propõe novo olhar estratégico para a vida profissional
Mirella Franco Melo compartilha mais de 20 anos de experiência e auxilia profissionais a enxergarem seu verdadeiro potencial e transformarem a jornada em um ativo de valor
Uma pesquisa realizada pela plataforma Infojobs em 2024 revela um dado que requer atenção no mercado de trabalho: 90% dos profissionais brasileiros consideraram trocar de emprego por motivos ligados à insatisfação ou falta de felicidade no trabalho. É nesse cenário que a empresária e palestrante Mirella Franco Melo lança o livro “Carreira com Valuation – A arte de negociar o seu valor profissional.
A obra reúne experiências vividas ao longo de mais de duas décadas de atuação no setor farmacêutico e na liderança de projetos de alto impacto, para apresentar um método exclusivo de construção de carreira, inspirado na lógica de valorização de ativos. O livro é considerado um guia para quem deseja ampliar a visão, fortalecer o valor pessoal e a conquista por mais autonomia.
“Minha intenção é inspirar profissionais a se enxergarem para além dos cargos que ocupam e das empresas onde atuam. Muitas vezes nos limitamos a pensar na carreira apenas como uma sequência de posições ou funções, esquecendo que ela é uma construção muito maior, que envolve propósito, impacto e crescimento pessoal”, comenta Mirella Franco, autora do livro.
“E esse valor não vem apenas da experiência que acumula, mas da forma como você se posiciona, se reinventa e se torna indispensável e reconhecido pelo impacto que gera. Sua jornada não é apenas um caminho percorrido, mas um patrimônio valioso”, acrescenta.
Com linguagem acessível, o livro combina elementos de autobiografia, liderança e planejamento estratégico, propondo um caminho prático para quem deseja assumir o controle da própria trajetória com clareza, ousadia e consistência. O método apresentado por Mirella é o “Plano de Voo”, estruturado em três pilares: Visão Estratégica, Ousadia Calculada e Operação Consistente. Juntos, esses pilares funcionam como um guia para profissionais que buscam direcionamento e protagonismo em um mercado cada vez mais dinâmico e competitivo.
“Acredito que é possível construir uma trajetória profissional que não apenas traga sucesso, mas que também gere liberdade para tomar decisões alinhadas aos próprios valores e, acima de tudo, uma valorização real, que vai além do salário ou do título no cartão de visitas”, ressalta a escritora.
Além de compartilhar sua própria transformação, da liderança corporativa à independência financeira e à atuação como conselheira empresarial, Mirella discute temas sensíveis como a desconexão entre identidade e crachá, a sobrecarga emocional no ambiente corporativo e os impactos da falta de planejamento na vida profissional. Para a autora, encarar a carreira como um ativo de valor é também uma forma de conquistar liberdade: de decisão, de tempo e de propósito.
Como forma de retribuir e incentivar outras mulheres em sua jornada profissional, Mirella decidiu doar 100% dos direitos autorais da obra para o Instituto Rede Mulher Empreendedora, organização voltada para o fortalecimento do empreendedorismo feminino no Brasil. A iniciativa atua há mais de uma década oferecendo capacitação, mentorias, acesso a crédito e redes de apoio para milhares de mulheres que desejam empreender com autonomia e sustentabilidade. “Acredito que o conhecimento e a valorização profissional devem caminhar junto com ações concretas de transformação. Ao apoiar a Rede Mulher Empreendedora, quero contribuir para que mais mulheres possam enxergar e negociar o próprio valor, construindo trajetórias sólidas e independentes”, finaliza Mirella.
Sobre a autora
Natural de Recife (PE), Mirella Franco Melo é graduada em farmácia industrial e construiu carreira sólida na indústria farmacêutica, onde liderou áreas de qualidade, compliance e transformação organizacional. Como empresária, liderou com sucesso a expansão de seu próprio negócio e hoje atua como conselheira empresarial, apoiando organizações a alinharem estratégia, inovação e sustentabilidade. Mirella também é palestrante e referência em temas como liderança, propósito e protagonismo feminino.
Título: Carreira com Valuation
Subtítulo: A arte de negociar o seu valor profissional
Autor: Mirella Franco Melo
ISBN:
Páginas: 118 (confirmar)
Preço de capa: R$
Preço e-book: R$
Pré-lançamento: agosto de 2025
Lançamento: agosto de 2025
Gênero:
Para mais informações: Image 360
Patrícia Casseano – patricia@image360.com.br / (11) 97541-8014
Stevan Camargo – stevan@image360.com.br / (11) 99718-6252
Lícia Assunção – licia@image360.com.br / (86) 8886-6740
Geovanna Veiga – geovanna@image360.com.br / (11) 919728220
Classificado de Imóveis
Fernando Boi, o sambista que traduz em sua música o amor, a consciência social e a modernidade.
O cantor lança neste domingo (26), em todas plataformas de streaming e em seu site oficial, os álbuns “Urbano” e “Consciência”, obras que abordam questões atuais de maneira sensível e impactante
Em uma trajetória que atravessa duas décadas, o cantor, compositor e sambista Fernando Boi construiu uma carreira sólida marcada por uma ligação profunda com suas raízes, um processo criativo fascinante e uma discografia que traduz sentimentos, vivências e questionamentos da sociedade. Agora, neste domingo, 26 de janeiro, Fernando dá um passo importante em sua jornada no meio musical ao lançar dois álbuns complementares: “Urbano” e “Consciência”, obras que, juntas, reforçam sua relevância no cenário do samba brasileiro. As obras estarão disponíveis nas principais plataformas de streaming e em seu site oficial, www.fernandoboisamba.com.br.
Os álbuns “Urbano” e “Consciência”, complementares em seus temas e arranjos, abordam questões atuais de maneira sensível e impactante. “Urbano”, como o nome sugere, explora as complexidades da vida nas grandes cidades. “Falo das modernidades virtuais, principalmente da relação com as redes sociais, das dificuldades financeiras, da simplicidade, da vida boêmia, da malandragem e do amor”, explica o cantor. Com arranjos assinados pelo pianista Higor Alves, o álbum apresenta uma linguagem contemporânea e uma musicalidade rica que dialoga com a vida urbana e seus desafios.

Já “Consciência” mergulha em questões sociais, políticas e ambientais. “Falo da natureza, da diversidade, da miscigenação, da consciência do amor próprio, do respeito à natureza. É uma obra que busca despertar o ser humano para o meio ambiente, para a aceitação de coisas que não se pode mudar, das relações humanas e a importância de cuidar de si e da vivência do samba”, destaca Fernando.
Lançados juntos, os dois álbuns se complementam de forma intencional, oferecendo ao público uma experiência profunda e reflexiva. A inspiração para os álbuns, segundo Fernando, é a vida humana, a importância da preservação do meio ambiente, do respeito a diversidade e o amor.
Com 20 faixas no total, as músicas trazem temáticas que vão desde a boemia das cidades até o apelo pela preservação do planeta, sempre com uma poesia rica e arranjos sofisticados. “Espero que, entre essas 20 músicas lançadas nos dois álbuns, pelo menos um toque o coração das pessoas e desperte uma nova consciência para o milagre da vida e para nossa responsabilidade coletiva de cuidar da saúde mental e preservação do nosso planeta”, completa o artista.
De Goiânia para o mundo
Nascido na Vila São José, em Goiânia, Fernando Marques Faustino, carinhosamente conhecido como Fernando Boi, cresceu em meio à influência musical de sua mãe, Dona Leonice, que embalava a rotina da família com clássicos do samba e da MPB. “Minha mãe tinha um gosto peculiar pelo samba. Paulinho da Viola, Clara Nunes, Roberto Ribeiro, Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil e Beth Carvalho eram presenças constantes em nossa casa. Isso certamente foi minha primeira e mais marcante influência no samba”, relembra Fernando.
Para ele, o samba é mais do que um gênero musical, é um agente de transformação social e política. “O samba sempre foi um agente transformador na sociedade. Ele tem um papel fundamental de contestação e de transformação da sociedade, principalmente no campo político. Não há isenção no samba politicamente. O samba não é uma música apenas de entretenimento. Ele é dinâmico, faz acontecer mudanças na sociedade e está intimamente ligado com a realidade brasileira, seja registrando o nosso cotidiano, seja como agente modificador. É um patrimônio brasileiro que brota em cada Estado e cidade do Brasil e extrapola as fronteiras, conferindo identidade ao povo brasileiro, com o poder de comunicação da arte”, reflete o sambista.
Ainda jovem, ele mergulhou de vez no universo do samba, frequentando rodas de samba e absorvendo a essência desse patrimônio cultural brasileiro. Essa paixão inicial se transformou em uma carreira brilhante, marcada pelo lançamento de diversos álbuns, singles e a realização de shows e festivais que o consagraram como um dos grandes nomes do gênero no estado de Goiás.
Ao longo de sua caminhada, Fernando lembra que enfrentou desafios importantes, que lhe trouxeram muitos ensinamentos e lhe permitiram a construção de uma discografia rica e variada, na qual Fernando explora temas como amor, questões sociais, natureza e a vivência humana. Apesar das dificuldades, ele mantém uma produção constante e criativa, o que faz de sua obra um testemunho da resistência e da força do samba no Brasil contemporâneo.
Mantendo-se fiel às tradições do samba, Fernando busca também atualizá-lo, trazendo uma linguagem moderna e conectada aos tempos atuais. “Tento manter viva as tradições do samba, fugindo das banalidades e primando pela poesia, mas sempre atento e de olho na linguagem moderna, para comunicar com uma juventude sedenta de coisas novas. É um trabalho de garimpeiro e bem amplo, mas compensa cada gota de suor. Sinto que muita gente gosta do meu trabalho e procura aprofundar no universo do samba em razão desses estímulos que faço através da minha música. Isso me deixa muito feliz e realizado”, afirma.
E o processo criativo, como Fernando mesmo descreve, é uma espécie de “tempestade divina”. As ideias surgem de forma inesperada, seja em momentos do cotidiano ou até mesmo durante os sonhos. “Já acordei no meio da noite com músicas prontas na cabeça. Corro para gravar no celular antes que desapareçam”, revela.
Esse fluxo criativo é transformado em obras musicais produzidas em parceria com o pianista e produtor Higor Alves. “O Higor tem um talento ímpar e contribui com arranjos magníficos, que eleva cada faixa a um nível superior. Ele é um parceiro essencial nesse processo”, afirma o cantor.
Sonhos, projetos e legado
Com 20 anos de carreira, Fernando é grato pelas conquistas em sua trajetória. “Sou muito feliz por tudo que o samba me proporcionou até hoje. Tenho orgulho de ter participado de festivais e encontros maravilhosos”, afirma.
Mas apesar das conquistas até aqui, ele afirma que ainda tem muitos planos para o futuro. Entre eles estão a gravação de novas composições, a realização de turnês pelo Brasil e pelo exterior, a produção de DVDs e até mesmo o lançamento de um musical. “Quero gravar as inúmeras músicas autorais que tenho prontas, compor novas, gravar obras de outros compositores, principalmente aqueles que não foram muito gravados ou conhecidos, realizar a divulgação do trabalho já realizado através de shows, manter a constância de rodas de samba e apresentações na minha cidade”, declara.
Recentemente, sua música começou a ganhar destaque internacional, com o álbum “As Faces do Amor” sendo lançado no Japão em parceria com a produtora @tudomudamusic. Esse é apenas o início de uma jornada que promete levar o samba de Fernando Boi a novos públicos e culturas. “Muita coisa já foi feita e temos muita coisa por fazer. Vamos trabalhar para isso! É sempre bom mostrar a diversidade do samba, da música, da arte e do Brasil”, afirma.
Quando questionado sobre o legado que deseja deixar, Fernando é claro: “Gostaria que minha música fosse lembrada como uma voz preocupada com as relações sociais, com o planeta, com a existência humana. Quero que ela sirva de consolo para quem sofre, que inspire o amor, a empatia e o cuidado com o mundo”, conclui.
FONTE
Assessoria de Imprensa:
Aldair dos Santos (34) 99108-3995
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