Cultura
Cinema na natureza: Gericine realiza primeira edição de exibições gratuitas no Parque Natural do Gericinó
Com curadoria voltada para a temática ambiental, o projeto une cinema e meio ambiente como ferramenta de conscientização e transformação social. A sessão de estreia acontece no domingo, dia 21/07, a partir das 18h
No domingo, dia 21/07, a partir das 18h, acontece a primeira sessão ao ar livre do ‘Gericine’, uma iniciativa que integra cinema e meio ambiente como ferramenta de transformação social. Com entrada gratuita, o evento promove a conscientização ambiental e a valorização do patrimônio natural e cultural do Parque Municipal do Gericinó Farid Abrão, da cidade de Nilópolis, na Baixada Fluminense e do audiovisual brasileiro.
A primeira sessão terá uma curadoria exclusivamente voltada para a temática ambiental, com a exibição de quatro curta-metragens nacionais: “A Terra das Muitas Águas”, “Memórias Submersas”, “Nimbus” e “À Margem das Torres”, abrangendo documentário, ficção e animação. O projeto busca conscientizar a comunidade local e os visitantes sobre questões ambientais, oferecendo uma programação cultural diversificada, acessível e integrada à natureza.
“A experiência de assistir a filmes ao ar livre, em um parque natural, tem o potencial de criar uma maior integração entre a população e o meio ambiente, contribuindo para a construção de uma cidade mais sustentável e consciente de sua riqueza natural”, comenta Mateus Carvalho, idealizador e produtor do projeto.
O projeto, com o objetivo de reforçar o respeito à natureza, realizará a coleta seletiva de todo o material descartado durante o evento e o plantio de mudas junto ao projeto de reflorestamento do parque “Bosque do Amanhã”. A população é convidada a participar, trazendo cangas e cadeiras de praia para a sessão que oferece pipoca e bebidas gratuitas. Todas as obras exibidas possuirão legendas descritivas para pessoas surdas e ensurdecidas, além de interpretação em Libras.
O ‘Gericine’ tem patrocínio da Secretaria Municipal de Cultura, Prefeitura de Nilópolis, Secretaria de Cultura e Economia Criativa, Governo do Estado do Rio de Janeiro e Ministério da Cultura, através da Lei de Incentivo Paulo Gustavo.
Serviço
Dia: 21/07, domingo
Horário: das 18h às 21h
Local: Parque Natural do Gericinó Farid Abrão
Endereço: R. Alberto Teixeira da Cunha, 1880 – Centro, Nilópolis – RJ, 26520-770
Gratuito
Classificação Livre
Programação
”A Terra das Muitas Águas”, de Catu Rizo (2019)
Sinopse: Nina está preparando uma viagem com sua melhor amiga, Luana. Dias antes,
começa a ter sonhos que fabulam sobre o rio Meriti-Pavuna, reacendendo sua
memória com as águas doce de sua cidade.
“Memórias Submersas”, de William Tenório (2019)
Sinopse: No sertão a construção de uma barragem pode significar o apagamento da
memória.
“Nimbus”, de Marcos Buccini (2020)
Sinopse: Em uma terra árida e quase morta, um homem acende uma vela e reza. Uma
tempestade começa a surgir. Nimbus é uma fábula sobre fé, religião e o poder da
natureza.
“À Margem das Torres”, de Ton Apolinário (2019)
Sinopse: Vila das Torres era uma comunidade enraizada entre uma linha de trem e uma horta urbana de mais de 95 mil m2, plantada abaixo de torres de transmissão da empresa
de companhia elétrica Light. Em 2011, tanto a horta quando a comunidade foram
completamente removidas para a construção do Parque Madureira. Oito anos
depois, ex-moradores e vizinhos compartilham seu passado e os efeitos de seu
apagamento no cenário urbano local.
Sobre o Parque Natural do Gericinó Farid Abrão
Até 2007, o Gericinó era uma área dedicada ao treinamento militar do Exército Brasileiro, com acesso estritamente proibido à população civil. Desde então, o Parque Municipal do Gericinó Farid Abrão, tem desempenhado um papel fundamental na vida de Nilópolis. Atualmente, o parque é frequentado diariamente por centenas de pessoas de todas as idades, tornando-se um espaço de convívio, lazer e contato com a natureza. Além disso, o parque serve como local para projetos de reflorestamento, eventos culturais e esportivos, e pesquisas acadêmicas sobre a fauna e a flora locais.
Ciência
Quando a anistia restrita é aplicada.
A anistia é um instrumento jurídico que permite ao Estado perdoar determinados crimes, extinguindo a punibilidade ou impedindo que o autor seja responsabilizado. Geralmente, esse tipo de medida é utilizado em contextos políticos — períodos de transição democrática, tensões sociais, conflitos internos ou momentos de grande polarização.
Para especialistas, a anistia cumpre uma função importante para reconstrução institucional, mas também pode gerar debate por seus limites e consequências.
Anistia Ampla: um perdão sem fronteiras legais
A anistia ampla é aquela que atua de forma abrangente, “cobrindo” a maioria — ou até a totalidade — dos envolvidos em um período de conflito político ou social. Ela não diferencia autorias, motivações ou tratamentos.
Características da anistia ampla
- Abrange quase todos os crimes cometidos em um contexto específico.
- Beneficia tanto opositores políticos quanto agentes estatais.
- Pode incluir crimes graves, dependendo da lei aprovada.
- Normalmente é pensada como parte de um processo rápido de pacificação.
No Brasil, o exemplo mais conhecido é o da Lei de Anistia de 1979, promulgada durante o regime militar. Apesar de ter sido celebrada por permitir o retorno de exilados e libertar presos políticos, a lei também beneficiou agentes da repressão, gerando críticas que permanecem até hoje.
Especialistas em direitos humanos afirmam que a amplitude da medida acabou dificultando investigações sobre violações graves, como tortura e desaparecimentos forçados.
📣 O que dizem os especialistas?
Segundo juristas, a anistia ampla costuma “apagar” o passado de forma mais brusca, o que pode ajudar na restauração institucional, mas também impedir processos de reconciliação baseados no esclarecimento da verdade.
Anistia Restrita: limites e critérios mais rigorosos
A anistia restrita é diferente. Trata-se de uma forma de perdão mais controlada, aplicável a grupos específicos ou a certos tipos de delitos.
Características da anistia restrita
- Só perdoa crimes selecionados pela lei.
- Normalmente exclui crimes graves, como:
- tortura
- homicídio qualificado
- estupro
- terrorismo
- Pode exigir critérios como reparação, colaboração com a Justiça ou confissão.
Esse modelo busca equilibrar o desejo de pacificação com a necessidade de responsabilização, evitando que pessoas envolvidas em crimes graves fiquem impunes.
🧭 Quando a anistia restrita é aplicada?
Em processos de transição democrática de diversos países — como Chile, Argentina e África do Sul — modalidades de anistia restrita foram utilizadas junto a comissões de verdade, permitindo que o país avançasse sem abrir mão da memória histórica.
A disputa entre o “esquecer” e o “lembrar”
A discussão entre anistia ampla e restrita não é apenas jurídica — ela representa um choque entre dois caminhos políticos:
Caminho 1: pacificação rápida
- O foco é “virar a página”.
- Evita conflitos e tensões institucionais.
- Tende à anistia ampla.
Caminho 2: justiça e responsabilização
- O foco é esclarecer o passado.
- Exige investigação e reconhecimento de erros.
- Tende à anistia restrita.
No Brasil, as disputas sobre qual modelo é mais adequado costumam refletir o clima político de cada época. Em momentos de polarização, o debate volta com força.
Maria Helena Duarte, professora de Direito Constitucional:
“Toda anistia é um ato político. A diferença está no grau de responsabilidade que a sociedade está disposta a assumir sobre seu próprio passado.”
Rafael Motta, pesquisador de Direitos Humanos:
“A anistia ampla pode impedir que a sociedade compreenda a dimensão das violações cometidas. Já a restrita permite avançar com mais equilíbrio, sem apagar a necessidade de justiça.”
Linha do tempo resumida das anistias no Brasil
- 1979: Lei da Anistia — ampla, geral e irrestrita; marco do processo de abertura política.
- Anos 1990–2000: Debates sobre a revisão da lei, especialmente em casos de violações graves.
- Anos recentes: O tema ressurge em discussões políticas contemporâneas, reacendendo debates sobre responsabilidade e limites do perdão estatal.
Conclusão
Compreender a diferença entre anistia ampla e restrita é essencial para entender como o Brasil — e qualquer sociedade — lida com períodos de conflito e transição. Enquanto a anistia ampla busca pacificação imediata, a restrita tenta equilibrar perdão e justiça, preservando a memória coletiva.
O debate permanece vivo, e sua evolução depende tanto do ambiente político quanto da capacidade do país de refletir sobre seu passado sem medo de encarar as próprias contradições.
Colunistas
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Florianópolis ferve. O verão chegou trazendo turistas internacionais, corpos esculturais e desejos à flor da pele. É nesse cenário que o Club For Homme by Ivo Brandalise se reinventa e se consolida como o endereço mais intenso e desejado da estação.
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O Club For Homme entrega muito mais do que se espera:
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Neste verão, a sauna não é apenas um lugar. É onde o desejo acontece.
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Confira também em @na_tela by Miguel GREGÓRIO conteúdo com os homens mais belos do Brasil, diversos temas e pautas importantes para comunidade lgbtqia+ .
FONTE: Matéria Mathaus Arabe Sanchez @math_arabe_sanchez











Ciência
Proteção ocular no verão: sete cuidados essenciais para evitar irritações e manter a visão saudável.
Brasília entra no verão marcada por uma brusca mudança climática. Depois de enfrentar meses de baixa umidade — que em setembro costuma atingir níveis abaixo de 20%, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) — a capital passa, entre outubro e janeiro, para o período de chuvas intensas.
A umidade sobe rapidamente, chegam tempestades, o vento aumenta e as temperaturas permanecem elevadas, criando um ambiente que impacta diretamente a saúde dos olhos.
Com mais atividades ao ar livre, aumento da radiação UV e contato frequente com piscina, chuva, poeira e ar-condicionado, as irritações oculares tendem a crescer. Segundo o Ministério da Saúde, as conjuntivites — especialmente as de origem viral — costumam registrar maior circulação nessa época do ano, favorecidas pela combinação de calor, umidade e ambientes coletivos.
Diante desse cenário, o oftalmologista Marcelo Taveira explica sete cuidados fundamentais para atravessar a estação com mais segurança ocular.
- Priorizar óculos de sol com proteção UV real
Em Brasília, onde a incidência de radiação solar é alta durante todo o ano — com índices UV frequentemente classificados como “muito altos” ou “extremos”, segundo o Inmet — a proteção adequada é indispensável. Lentes escuras sem filtro UV dilatam a pupila e deixam entrar ainda mais radiação. A recomendação é adquirir óculos com garantia comprovada de proteção UVA e UVB.
- Evitar abrir os olhos dentro da piscina
Nas semanas mais quentes, piscinas públicas e de condomínios ficam lotadas. O cloro, usado em maior volume para dar conta da demanda, irrita a superfície ocular. Vermelhidão, ardência e conjuntivite química são comuns. Óculos de natação bem ajustados ajudam a prevenir queimaduras e inflamações.
- Cuidado redobrado no mar — e também na chuva forte
Brasília não tem mar, mas muitos brasilienses viajam para o litoral nesta época. Lá, o sal resseca os olhos e o vento carrega grãos de areia capazes de arranhar a córnea. Já na capital, as chuvas intensas arrastam poeira e poluentes, que podem entrar nos olhos e causar irritação. Após exposição, lavar o rosto com água limpa ajuda a minimizar danos.
- Manter as mãos limpas e evitar esfregar os olhos
O calor aumenta a transpiração e o contato das mãos com o rosto. Isso facilita a transmissão de vírus e bactérias — especialmente em ambientes compartilhados como shoppings, piscinas e academias. Esfregar os olhos pode machucar a córnea e piorar quadros alérgicos.
- Usar colírios lubrificantes quando houver ressecamento
Mesmo após o fim da seca, o ar-condicionado continua sendo um vilão comum no verão brasiliense, principalmente em escritórios e carros. Ele reduz a umidade do ar e acelera a evaporação da lágrima. Colírios lubrificantes devolvem o conforto. Já os vasoconstritores, que “tiram o vermelho”, devem ser evitados por mascararem o problema.
- Não compartilhar objetos pessoais
No verão, as conjuntivites virais tendem a se espalhar mais, devido ao contato próximo em festas, viagens e áreas de lazer. Toalhas, fronhas, óculos, maquiagens e máscaras de dormir devem ser de uso individual para evitar contaminação.
- Ficar atento aos sinais de alerta
Vermelhidão intensa, dor, secreção amarelada, sensibilidade à luz e visão borrada exigem avaliação imediata. “Muitos problemas comuns do verão têm solução simples; o que não pode acontecer é ignorar os sintomas”, reforça o oftalmologista Marcelo Taveira.
No período em que Brasília transita do clima seco extremo para chuvas volumosas, a atenção redobrada com os olhos torna-se essencial. Cuidados simples protegem contra lesões, desconfortos e infecções — permitindo aproveitar o verão, na capital ou no litoral, com mais saúde e segurança visual.
https://www.instagram.com/marcelotaveira.oftalmo/

